Como comprar um carro

Na hora de pensar em adquirir um veículo, é necessário verificar o impacto dessa nova despesa em seu orçamento, ou seja, quantos por cento (%) representará a despesa com o veículo em seu orçamento.

Caso a compra do carro não seja à vista, além da mensalidade fixa do financiamento (que pode ser de 12, 24, 36, 48 ou até 60 vezes), existem as seguintes despesas que vem “no pacote” e que o vendedor de carro freqüentemente esquece-se de lembrar o consumidor.

Conheça o Pacote de Despesas na Compra de um Veículo:

Revisões (a cada 10 ou 15 mil km). Veja se existe uma tabela com os valores das revisões e se podem ser parceladas;

Seguro do carro (pago em até 4 ou 6 vezes sem juros). Se você já tem um outro veículo, é interessante pensar em comprar um novo veículo de forma que o pagamento dos seguros não caiam nos mesmos meses, o que alivia um pouco o bolso.

IPVA, que representa 3% do valor do carro. Quanto mais caro o carro, mais alto o IPVA. Na compra de um veículo novo, o IPVA a ser pago corresponde aos meses que ainda faltam para concluir o ano. Exemplo: um carro comprado (leia-se faturado) em 31 de outubro, terá que ter o IPVA pago proporcionalmente aos meses de outubro, novembro e dezembro (divida o valor do IPVA por 12 e multiplique por 3 para saber o valor do IPVA proporcional). Caso o carro seja faturado em 1o de novembro, o IPVA a ser pago corresponderá aos meses de novembro e dezembro. Tente negociar o pagamento do IPVA: veja se a concessionária pode te dar o IPVA “grátis”. Perigo: embutir o IPVA no valor do veículo. Portanto, negocie primeiro o valor do veículo. Depois, parta para a negociação de acessórios e demais itens do Pacote de Despesas.

Leia também:

IPVA é abusivo

Taxa de Licenciamento Anual (R$ 46), paga em junho;

Seguro Obrigatório DPVAT (R$ 101), pago proporcionalmente aos meses do ano que ainda restam;

Emplacamento / Transferência do veículo. O serviço de emplacamento tem sido terceirizado nas concessionárias, sendo realizado por despachantes. Pagamos R$ 790 para o emplacamento realizado em novembro de 2011 na Estação Fiat. Muito caro! Pois os preços praticados giram em torno de R$ 500. Negocie o emplacamento e tente consegui-lo de graça.

–  Carro usado. Caso um carro usado entre no negócio como parte da entrada, é necessário fazer uma Procuração Pública em Cartório, que custa cerca de R$ 25. Para a Procuração, é preciso fazer reconhecimento de firma no Cartório (R$ 2). Sugestão: só entre com um carro usado no negócio, se ele estiver quitado! Preste atenção ao check list: macaco, triângulo, chave reserva, manual do veículo, extintor válido, entre outros itens.

Acessórios. Geralmente, os carros anunciados nas propagandas vêm totalmente pelados! Não dá para imaginar um carro sem alarme, por exemplo. No nosso caso, pagamos R$ 480 para a instalação do alarme original de fábrica, com garantia de 3 anos (não estamos falando de trio elétrico). E R$ 190 pela película com garantia de 5 anos. Para fazer valer a garantia, peça a nota fiscal. Atenção: não se esqueça de negociar os “tapetes”. Infelizmente, esse item não vem de série!

Gasolina. Você já sabe quantos km o carro faz por litro? Esse item é muito importante, pois gasolina tem sido um bem cada vez mais caro. E, dependendo do consumo do carro e das distâncias percorridas, isso poderá fazer uma diferença significativa no balanço mensal. Aé… a maioria dos carros saem da concessionária com o tanque vazio.

Além dos itens acima, veja as dicas a seguir na hora de adquirir um automóvel:

– Não feche negócio no mesmo dia. Se o vendedor fez uma boa proposta, não deve temer a pesquisa de preços pelo cliente nas demais concessionárias. O vendedor de carro não nasceu ontem. Espero que você também não! Pesquise preços, condições de pagamento e peça sugestões de pessoas de sua confiança, como amigos e familiares.

– Comprar um carro porque você foi bem atendido não é compaixão, é burrice. Afinal, você não está comprando uma peça de roupa, mas está assumindo uma dívida – e das grandes.

– A melhor proposta para você com certeza não é a do carro mais bem equipado da concessionária. A proposta mais adequada é aquela que se encaixa no seu perfil, na sua realidade, no seu bolso. Então, tenha bom senso (o que costuma incluir não comprar o carro escondido!).

– Se a compra de um carro reduzir significativamente sua qualidade de vida, pense seriamente em um carro mais em conta ou até mesmo em não comprar um carro agora. Se a compra do carro dos seus sonhos te impedir de ir a um bom restaurante, de pagar a faxineira semanal, de viajar, de pagar uma boa escola para os filhos, reflita sobre o negócio. Não tenha medo de descobrir que ainda precisará andar mais alguns meses de ônibus ou terá de agüentar aquela lata velha por mais um bocadinho de tempo. Busque o equilíbrio.

Resumindo, na hora de comprar um carro:

faça as contas na ponta do lápis;

peça conselhos a pessoas que entendam do assunto e que sejam de sua confiança;

não tenha pressa;

tenha equilíbrio e bom senso.

Seguindo isso, as chances de evitar um mau negócio aumentam!

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