Trocar de carro

A Saga da Troca de Carro

– Adquirimos uma Pajero TR4, usada, na Nara Veículos, através de financiamento, em junho de 2011, com o vendedor A. O carro seria pago em 48 vezes de R$ xxx.

– No final de outubro, descobrimos que não fizemos um bom negócio. Decidimos abrir mão da Pajero para adquirir um carro mais simples. Escolhemos um Uno Mille.

– Adquirimos um Uno Mille, novo, na Estação Fiat, através de financiamento, em 31 de outubro de 2011, com a vendedora T. O carro será pago em 60 vezes de R$ yyy. Também nos livramos da dívida da Pajero, pois a Estação iria quitar o saldo devedor. Perdemos muito dinheiro nessa transação, mas é o preço que se paga por fazer um mal negócio.

– Mais tarde, abriram meus olhos para o fato de que vendedora faturou o veículo no último dia do mês, sendo que podia ter segurado a venda para o dia seguinte, a fim de que o IPVA a ser pago, que é proporcional ao ano, fosse mais barato. Além disso, a vendedora não nos deu Emplacamento (R$ 790), não nos deu Alarme (R$ 480) nem Película (R$ 190).

– Para compensar o prejuízo, consegui não pagar a diferença que deu no valor de quitação da Pajero (R$82). Não sem antes bater o pé e dizer “Com quem eu tenho que falar para conseguir isso?”. E, com a bênção do gerente, consegui o desconto. Além disso, minha mãe ligou para a vendedora e acabou conseguindo que o IPVA fosse pago pela Estação (R$ 180). Enfim, aprendi que tudo é negociável. E é mesmo. Tem que ter paciência, jogo de cintura e informação.

– Consegui ligar no Banco Fiat e atrasar o pagamento da primeira prestação para dezembro com relativa facilidade.

– No dia 17 de novembro, a Estação Fiat ligou para fazer uma pesquisa de satisfação, oportunidade em que pude desabafar e registrar minhas queixas. Gostei.

A Saga do Seguro

– Orientados pela excelente corretora K., fizemos o seguro da TR4 pela Mapfre Seguros. O seguro seria pago em 6 vezes de R$ www, de julho a dezembro.

– Com a troca do carro, liguei na Corretora para saber o que deveria fazer. Liguei direto no telefone da K., mas me informaram que ela estaria de licença por duas semanas.

– Depois de algum tempo tentando contato, consegui falar com outra corretora, a V. Expliquei a história e ela disse que ligaria na Seguradora para saber o que eu deveria fazer. Ou seja, ela não sabia o que eu deveria fazer! O primeiro sinal de que estava falando com a pessoa errada.

– Depois de algum tempo, porque ela não me retornou de forma imediata nem rápida, ela me informou que não seria possível efetuar a transferência do seguro da TR4 para o Uno, transação conhecida como endosso. Ela não soube explicar porque não seria possível fazer a transferência. Eu entendi que a natureza do seguro era diferente e que isso, de alguma forma, impossibilitaria a transferência.

– Em seguida, ela me explicou que precisaria fazer o cancelamento do Seguro da TR4. E que seria possível fazer o cancelamento em nome da Mapfre ou em meu nome. Ela salientou, ainda, que se fizesse no nome da Mapfre seria melhor, pois a restituição seria bem mais “gorda”, em torno de R$ kkk. Eu pensei: “ótimo!, não vou perder dinheiro”. E, assim, me senti à vontade para fazer cotações em outras Seguradoras.

– Antes de assinar a proposta mais vantajosa para o Seguro do Uno, que foi do BB Seguro Auto, cheguei a entrar novamente em contato com a V. para ela confirmar as informações que havia prestado: que eu deveria solicitar o cancelamento da TR4 e que, com isso, eu receberia uma restituição de mais ou menos R$ kkk. Acordamos que, assim que eu entregasse a Pajero na concessionária, eu ligaria pedindo o cancelamento. “Confirmado!”, ela disse.

– Depois de fazer cotações em duas diferentes corretoras e ouvir todas as explicações da atendente da Central de Atendimento do Banco do Brasil, consegui fazer o seguro do Uno pelo Banco do Brasil, com vigência iniciando em 7 de novembro de 2011, dia em que eu pegaria o carro na concessionária. O seguro seria pago em 6 vezes de R$ zzz, de novembro a abril.

– Ainda na concessionária, enquanto esperava a entrega do Uno e depois de já ter entregue a Pajero, liguei para a V. e, finalmente, solicitei o cancelamento do seguro da TR4. Ela disse que, assim que estivesse cancelado, me comunicaria. Isso deve ter sido umas 16h30, 17h no máximo. Mas ela só me ligou no dia seguinte. Mas, mesmo assim, dormi com a cabeça tranqüila, pois achei que tudo já estivesse resolvido.

– Para a minha surpresa – e indignação -, ela não ligou informando que o seguro estava cancelado. Ela me veio com uma história totalmente nova. Vou pontuar as novas declarações dela:

+ o seguro da Pajero só poderia ser cancelado no nome da empresa se eu tivesse optado por fazer um novo seguro, do Uno, com a própria Mapfre (eu, particularmente, acho até justo isso, mas o problema é que ela não esclareceu isso antes!).

+ como eu fiz o seguro do Uno pelo BB Seguro Auto, o cancelamento do seguro da Pajero TR4, agora, só poderia ser feito em meu nome, o que me daria uma restituição de apenas R$ vvv aproximadamente.

+ para completar, afirmou que, diante de toda essa confusão, havia “conseguido para mim” a transferência do seguro da TR4 para o Uno, coisa que até ontem era impossível.

– Pois bem, no início, indignada com a grave falha das informações prestadas, tentei de algum modo conseguir o que estava acordado anteriormente: cancelamento em nome da Mapfre com a conseqüente restituição de aproximadamente R$ kkk. Cheguei a ligar para a Seguradora e falar com um homem cujo nome não me lembro (seria F.?). Ele explicou-me todas as regras, foi gentil, mas incompreensivo. Será que, diante do grave erro, eles não poderiam abrir uma exceção e fazer o cancelamento em nome da Mapfre, me garantindo, assim, uma restituição de R$ kkk, não R$ vvv? Afinal, isso só estava acontecendo por conta das incorretas e imprecisas informações prestadas pela corretora V., que, por isso, classifico como incompetente e irresponsável. Mas tudo que ouvi foram frases iniciadas por um inconveniente “infelizmente”.

– A próxima etapa era decidir qual das opções, a seguir, seria mais vantajosa, ou melhor, menos onerosa:

+ solicitar o cancelamento do seguro da TR4 em meu nome (restituição de R$ xxx), ter cancelado as próximas prestações do seguro (R$ xxx no total) e continuar com o seguro do Uno pelo BB Seguro Auto (R$ xxx) = R$ xxx para o Uno estar segurado até novembro de 2012.

+ ou solicitar a transferência do seguro da TR4 para o Uno (restituição de R$ xxx), não ter cancelado as próximas prestações do seguro (R$ xxx no total), cancelar o seguro do Uno pelo BB Seguro Auto (R$ xxx) e abrir mão da primeira parcela já paga do seguro do Uno pelo BB (R$ xxx) = R$ xxx para o Uno estar segurado até junho de 2012.

– Quem me ajudou a analisar a situação e me passou os valores da restituição foi a ótima S.C. (da Seguradora Mapfre).

– Ficou evidente que a primeira opção era a menos burocrática, mas a segunda opção me traria um prejuízo financeiro menor. No frigir dos ovos, o erro nas informações inicialmente prestadas fez com que eu gastasse créditos no celular, além de fazer com que eu simplesmente desse R$ xxx para o Banco do Brasil para ter o carro coberto por cerca de 15 a 20 dias, sendo que R$ xxx cobrem 60 dias! Fora a dor de cabeça e o transtorno de ainda não ter a questão do seguro definida decorridos dez dias da saída do veículo da concessionária.

– Falemos sobre como foi meu contato com o pessoal responsável pela transferência de seguro da Mapfre. A V. (corretora) me passou o contato da S., que trata dessa parte de transferência. Ligando lá, me perguntaram: “Qual S.? A C. ou a S.?” Eu pensei: “Mais essa?” Eu não sabia porque a V. não havia informado, para variar! De qualquer maneira, as duas S. estavam ocupadas, uma em reunião e outra no telefone. Aí, a simpática moça que me atendeu, perguntou se seria só com elas. Como eu queria resolver logo as coisas, decidi me abrir com a moça que primeiro me atendeu: a A. Ela me ouviu, não esclareceu muito minhas dúvidas, mas disse que iria enviar para o meu e-mail a cotação do Uno, justamente para verificarmos as condições da transferência.

– No mesmo dia, por volta das 16h, fiz o que a A. pediu e mandei um e-mail para ela com os dados do Uno. Como até 17h30 não obtive resposta, resolvi ligar para saber o que houve. Ela informou: “Infelizmente, o sistema está fora do ar e não tem como fazer sua cotação”. Eu pensei: “Poxa, será que não dava para mandar um e-mail ou ligar avisando?”.

– Dia seguinte, vejo meu e-mail e nada! Ligo novamente por volta de 12 horas para a A., perguntando o que houve. Ela se justifica, dizendo que mandou para o e-mail errado. Bem, esse foi o primeiro sinal de incompetência. Oras, era só clicar no botão “Responder” que não tem erro! Eu havia mandado um e-mail primeiro! Mas, fui paciente (ou condescendente?), e falei novamente meu e-mail. Perguntei: “você vai enviar agora, né?”. Ela disse que sim. Bem, passou mais de trinta minutos, eu já precisava voltar para o meu trabalho (pois estava em hora de almoço) e nenhum e-mail chegou à minha caixa! Ligo novamente para lá, perguntando pela A. Sabe o que me responderam? “Ela foi almoçar!”. Nessa hora, o sangue ferveu. Essa mulher não está absolutamente nem aí para as minhas necessidades e preocupações!

– Foi nesse momento que consegui falar com a S., C. Deu para perceber que ela entendia mais do negócio e tinha muita paciência em me explicar as coisas, além de atender com muita gentileza. Consegui me acalmar.

– Não sei se fazer a transferência realmente é burocrático (parece que sim, pois tudo é feito à mão, segundo disseram), o fato é que as coisas estão andando a passos curtos. Em um dia que pensei que fôssemos resolver tudo, a S. C. não foi trabalhar pois havia feito um exame. Totalmente compreensível. Mas, pensei comigo mesma: “isso é só para tornar a história ainda mais dramática”.

– Bem, falei com outra S., a S., e perguntei se ela não poderia dar continuidade ao meu “processo”. Ela disse que sim, mas já foi me avisando que tinha os “processos” de responsabilidade dela para fazer também. Desesperada que estava, aceitei. Mas ela só foi me enviar alguma coisa no dia seguinte, quando a S. C. já havia retornado ao trabalho!

– O fato é que em um dia a S. S. não conseguiu adiantar minha vida. Na verdade, ela e eu perdemos tempo em eu tentando lhe explicar a minha situação. Bem, mas quem deveria entender dos processos de trabalho, são eles lá. Se iria atrapalhar, não ajudar, são eles que têm que informar, não eu que tenho que adivinhar.

– Finalmente, demos andamento aos trabalhos com a S. C. Eu já doida para ela me sinalizar quando a transferência havia sido efetivada para eu, enfim, ligar para o BB Seguro Auto, solicitando o cancelamento. Eu perguntei pelo e-mail assim: “Por gentileza, confirmar que o Uno Mille Way 1.0 2P 2011 / 2012, conforme tratado nos e-mails anteriores, já está assegurado pela Mapfre. Com a confirmação, me sentirei segura para solicitar o cancelamento do seguro pelo BB Auto, que gostaria de fazer o quanto antes” (dia 11 de novembro). Resposta: “Veiculo coberto, proposta sera enviada segunda-feira” (11 de novembro). Com uma resposta evasiva e esquisita dessa, você se sentiria seguro para cancelar o seguro do carro e correr o risco de não ter o veículo coberto? Bem, eu não me senti segura.

– No dia 16 de novembro, orientada por minha mãe, mandei outro e-mail “Gostaria que confirmasse, mais uma vez, por gentileza, se o seguro da Pajero TR4, no nome de RDC, cujo CPF é xxx, foi efetivamente transferido para o veículo Uno Mille Way Economy 2 portas 2011/2012, placa xxx. Assim que confirmar que o endosso foi feito e que o Uno a que me refiro está segurado pela Mapfre, solicitarei o cancelamento do seguro do Uno pelo BB Seguro Auto”. No que ela me responde: “Veiculo coberto mediante proposta enviada e protocolada junto a seguradora. Gentileza aguardar emissão”. Pergunto novamente, nos mesmos termos: com uma resposta evasiva e esquisita dessa, você se sentiria seguro para cancelar o seguro do carro e correr o risco de não ter o veículo coberto? Bem, eu não me senti segura novamente!

– No dia 17 de novembro, decidi ligar na Seguradora Mapfre e perguntar qual carro estava segurado no nome do Rodrigo. Conversei com a atendeste V., protocolo xxx, e ela me certificou que, até o momento, para a Seguradora Mapfre, o único seguro que existe no nome de Rodrigo é para a Pajero TR4.

– Se o Uno ainda não está segurado pela Mapfre, ainda não posso, portanto, solicitar o cancelamento do seguro do Uno pela Seguradora BB Seguro Auto. Já pensou se eu cancelo o seguro do Uno pelo BB Seguro Auto e, nesse ínterim, acontece alguma coisa com o carro não estando ele segurado nem pelo BB nem pela Mapfre?

– Mandei um e-mail para a S., solicitando o seguinte: me comunicar, com urgência, quando precisamente o Uno estará segurado pela Mapfre para que eu possa solicitar o cancelamento do seguro pelo BB Seguro Auto e, assim, minimizar prejuízos financeiros.

– No dia seguinte, ela me ligou explicando que enquanto não fosse emitida a transferência do seguro, não ia mesmo constar no sistema que o Uno, não a TR4, estava coberto. Além disso, ela garantiu que o fato de a transferência não ter sido emitida não impede que o veículo esteja assegurado. Assim, ela me certificou que o Uno estava assegurado e enviou um printscreen da tela do sistema, informando a situação. Fiquei mais tranqüila e liguei na Central de Atendimento BB para solicitar o cancelamento do seguro do Uno, que deverá ser efetivado em até 5 dias úteis.

– Aguarde cenas dos próximos capítulos.

FIM

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Como comprar um carro

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